II Colóquio Internacional de Ciências Sociais da Educação

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Documentação do II CICSE 2015



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  (Novo horário de Mesa Redonda e indicação de Salas)  

O colóquio está acreditado como Ação de Formação Continua (0,8 créditos)

Universidade do Minho

Instituto de Educação

Departamento de Ciências Sociais da Educação


Dia 1, 2 e 3 de outubro de 2015

 
O Governo das Escolas: Atores, Políticas e Práticas
 
As reformas modernizadoras da governação das escolas, ancoradas numa agenda gerencialista de inspiração neoliberal, e materializadas nas propostas de aplicação ao espaço educativo dos cânones do nova gestão pública, constituem uma tendência cujo epicentro se localiza nos países centrais, mas com ineludíveis réplicas nos países periféricos e semi-periféricos onde se inclui Portugal. 
De entre os vetores mais salientes dessa modernização conservadora, alimentada pela fabricação de um certo pânico moral, destacam-se uma maior centralização das decisões estratégicas, potenciada pelos novos recursos do taylorismo informático, e frequentemente travestida através de um discurso que procura ocultar o que realmente promove; uma ressemantização de conceitos de forte poder apelativo, com destaque para a descentralização, a autonomia e suas derivações; uma obsessão quantofrénica com desdobramentos diversos, incluindo a avaliação dos alunos, dos professores e das escolas; uma desqualificação do controlo democrático e sua substituição pela retórica do controlo do consumidor; uma gestão baseada em evidências, mesmo quando objetivamente faltam evidências que sustentem a consistência das opções tomadas; e, particularmente no caso português, a procura de um rosto em cada escola/agrupamento, devidamente assessorado por pessoas da sua confiança, a quem possam ser assacadas responsabilidades. 
Neste cenário, as escolas, enquanto contextos de ação concreta onde confluem distintos agentes e agendas, vão reagindo aos terrores da performatividade, explorando as zonas de incerteza que, apesar de tudo, subsistem, com impactos educativos que ainda não estão inteiramente estudados, mas que podem comprometer a sua sobrevivência como espaço público promotor da convivência democrática, da construção do bem comum e de afirmação da razão comunicativa sensível à sonoridade de todas as vozes. 
Mobilizando especialistas de diferentes geografias socioculturais, o II Colóquio de Ciências Sociais da Educação, através de distintos dispositivos organizativos, pretende constituir-se como um fórum de reflexão e de debate, criando as condições para a partilha de inquietações, de experiências, de aspirações e de perplexidades, contribuindo assim para um diálogo, que se espera profícuo, entre "a ciência dos atores e a ciência dos autores".
 
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